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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Com 101 filhos, 'Super-Sêmen' diz ter levado 'calote' de brasileiras

O holandês Ed Houben, de 45 anos, ficou famoso no Brasil após conceder uma entrevista para o "Fantástico" contando sua missão: há 12 anos ele se dedica a ajudar mulheres a realizar o sonho de terem filhos, mas pelo modo tradicional. Ed começou suas ações como bem-feitor depois que um casal de amigos estava frustrado por não conseguir ter filhos e tinha dificuldades para arcar com as altas despesas de uma inseminação artificial. Ed calcula ter 101 filhos espalhados por vários lugares do mundo. Morador de Maastricht(Holanda), o historiador escolheu o Brasil para passar as férias de agosto após receber inúmeros pedidos de ajuda de brasileiras. Em uma conversa com o PAGE NOT FOUND, o holandês conta que não encontrou só maravilhas por aqui. Das 15 mulheres que tinham se disposto a dividir os gastos da estada de Ed no Brasil, cerca de dez não foram em frente com a proposta e ele ficou na mão. Ed garante que o apelido "Super-Sêmen" é uma invenção da imprensa e que não há garantia alguma de que a mulher vá engravidar depois de uma visita sua. Apesar disso, Ed já se encontrou com quatro brasileiras e está torcendo para deixar sua marca por aqui. Ele teve encontros com um casal de lésbicas no Rio de Janeiro, uma mulher casada de Brasília (que garante que o marido sabe de tudo) e uma servidora pública e ainda uma outra mulher do Paraná.
PAGE NOT FOUND: O que já te aconteceu de mais inesperado durante sua missão para ajudar mulheres? 

ED HOUBEN: Depois que eu decidi vir ao Brasil uma chinesa se ofereceu para pagar todas as minhas despesas durante o mês de agosto na China. Ela pagaria por tudo e eu ainda poderia conhecer outras chinesas que quisessem engravidar. Além disso, eu poderia encontrar com mulheres de Taiwan e Indonésia. Eu teria um período agradável completamente de graça. Mas, desde que cheguei ao Brasil muitas brasileiras cancelaram seus encontros . Elas não têm dividido as contas comigo e agora estou gastando muito dinheiro para estar aqui. 

PNF: Há alguma criança batizada com seu nome, em sua homenagem? 

ED: Sim, várias. Mas eu tenho um contrato de discrição e não posso dar outros detalhes. 

PNF: Você já se apaixonou por alguma das suas beneficiadas? 

ED: Sim, duas mulheres que eu tentei ajudar se apaixonaram por mim e eu por elas. Foram dois anos de relacionamento à distância. Embora tudo o que eu queria à época era que nós formássemos uma família, mas elas acabaram não engravidando. As duas eram mais velhas e a engravidá-las era algo realmente improvável. Esses relacionamentos acabaram porque elas eram muito ciumentas e não gostavam da ideia de outras mulheres terem filhos meus e elas não. 

PNF: Como você administra esses sentimentos? O que acontece quando você se apaixona por uma dessas mulheres? 

ED: Normalmente eu tenho muito cuidado quanto aos meus sentimentos. Eu não quero que as mulheres pensem que eu só estou ajudando porque quero me relacionar com elas. Mas as mulheres acabam sempre esperando que o homem mostre iniciativa. Se eu não tomo é difícil que elas deem o primeiro passo.

Reprodução/Facebook (Ed Houben)
PNF: Mas você está solteiro atualmente? 

ED: Sim, estou solteiro. Eu tenho esperança de encontrar alguém, mas é muito difícil por causa da distância, já que a maioria dessas mulheres não moram perto de mim. 

PNF: O que você busca em uma mulher? 

ED: Eu não espero nada. Eu acho que simplesmente saberei quando encontrar a mulher certa. Geralmente as mulheres pelas quais eu me apaixono são inteligentes, forte e independentes. Mas ao mesmo tempo são doces e femininas. O que nós sempre tivemos em comum era que nenhum de nós sabia cozinhar e o que não tínhamos em comum era que eu era feio e elas eram bonitas. 

PNF: Você quer ter seus próprios filhos? 

ED: Eu sempre quis ter uma família com três filhos. Mas eu vou ter que decidir isso junto com a minha companheira. 

PNF: Qual era a idade da mulher mais nova e mais velha que você já ajudou? 

ED: A mais nova era uma estudante de 23 anos. Na família dela as mulheres costumavam ficar inférteis muito jovens, ela não poderia esperar muito. A mais velha tinha 47 na época. Foi um milagre ela conseguir engravidar porque era quase impossível. 

PNF: Quanto tempo leva, em média, para você engravidar uma mulher? 

ED: No método tradicional, assim como os seus pais fizeram você, geralmente funciona com um prazo de um a três ciclos menstruais. Do modo artificial, com copos e seringas geralmente demora de oito a 12 ciclos. Mas isso é em média. Às vezes demora muito mais do que o normal e às vezes é muito mais rápido inclusive no modo artificial. É uma coisa muito forte que depende apenas da fertilidade do homem. A da mulher é metade da solução.

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PNF: Você já teve experiências “infrutíferas”? 

ED: É claro que algumas mulheres nunca engravidaram. É a mídia quem me apresenta como “Super- Sêmen”. Sem sêmen pode-se perder um bom tempo em relacionamentos com homens que não querem ter filhos. Pode-se perder tempo e dois anos de salários em tratamentos em clínicas sem sucesso. Ou pode-se ainda perder tempo com mulheres que acreditam ser férteis, mas que por dentro têm cistos ou o ovário obstruído. E às vezes simplesmente não acontece, não funciona e nunca saberemos o porquê. Quando eu escrevo para as mulheres eu lanço minha oferta e sempre sou honesto e aberto. Mais uma vez, eu insisto, é a mídia que causa essa impressão positiva, mas é completamente possível que ninguém engravide depois de uma visita minha. Embora a impressão à primeira vista sempre seja boa. 

PNF: Há pessoas que acreditam que certas posições sexuais influenciam na capacidade do espermatozoide fecundar o óvulo. Você acredita nessas teorias? Tem alguma posição favorita? 

ED:  Papai e mamãe eu diria que é bom. Gosto também daquela na qual a mulher deixa de costas e o homem fica de lado, formando um ângulo de 90º. Eu acho que as pessoas precisam sentir que já tentaram o seu melhor.

PNF: Como tem sido sua experiência no Brasil? 

ED: Como eu disse, quando eu decidi pagar um mês do meu salário em uma passagem de avião todo mundo disse que dividiria o valor comigo. Cerca de 15 mulheres disseram que topariam dividir os custos para que eu as ajudassem, mas desde então quase dez delas cancelaram porque de repente, surpreendentemente, elas mudaram de ideia ou estão tendo algum problema médico. Desde que eu apareci no “Fantástico” novamente, dezenas de mulheres têm escrito para mim, mas meu tempo e disponibilidade são limitados. 

PNF: Quantas brasileiras você já se encontrou?

ED: Estou me encontrando com a quarta mulher. Não gosto de ficar pensando em quantas vão ficar grávidas. Não sou eu quem decido isso. Cabe a um poder superior dar esse presente. Essa é mais uma razão pela qual eu não quero lucrar com isso.

Reprodução/Facebook (Ed Houben) 


PNF: Alguma mulher já te fez algum pedido bizarro na hora do sexo? 

ED: As mulheres geralmente não fazem pedidos estranhos. Nós fazemos o que pareça certo para os dois. 

PNF: Você  abandonaria essa missão se encontrasse uma companheira que lhe pedisse isso? 

ED: Sim, se uma mulher realmente quisesse viver comigo eu pararia. Mas isso não quer dizer que seria uma conversa de poucas linhas, o que eu faço realmente é importante para as pessoas. Se eu for convencido que esta é uma mulher que realmente me ama e que quer ter uma família comigo eu pararia depois de 12 anos de total comprometimento com essa ação. É hora de eu ser feliz também! 

PNF: Você tem alguma história inusitada que poderia dividir com os leitores do PAGE NOT FOUND? 

ED: Desculpe, mas as minhas histórias são entre as pessoas que eu ajudo e eu. 

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