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sexta-feira, 22 de junho de 2012

MP entra com ação contra Uniesp por cancelar bolsa de estudos


Alunos de Presidente Venceslau se dizem prejudicados com aumento das mensalidades e alteração na data de pagamento


A Promotoria Pública do Estado de São Paulo propôs uma ação civil pública contra o grupo de ensino Uniesp em Presidente Venceslau. O motivo é o cancelamento de bolsas de estudos concedidos pela própria instituição.
Para uma aluna, que não quer se identificar, o desconto negociado com a instituição de ensino era de 80%. Ela que pagava R$ 38 por mês, viu o valor saltar para R$ 190.
“Eles resolveram tirar a bolsa de estudos de todos os alunos do curso técnico. Então ficou difícil para todos pagarem porque houve um aumento de 330% do valor que a gente pagava”, explica a aluna.
Outra estudante, que também não quer dizer o nome, fala que da noite para o dia e sem explicações por parte da faculdade, a sua mensalidade subiu de R$ 125 para R$ 133 reais.
O valor ainda deveria ser pago no primeiro dia útil de cada mês, diferente do combinado anteriormente, em que o vencimento estava programado para o décimo dia útil. Além disso, o custo passaria para R$ 552 reais se pago depois do primeiro dia do mês. Ela diz que procurou a diretoria do curso para negociar, mas foi em vão.
“Nós tentamos negociar inúmeras vezes com a diretora e ela simplesmente falou que o que ela tinha feito era aquilo, não teria como mudar e quem quisesse ou desistia do curso ou procuraria seus direitos”, enfatiza a aluna.
Revoltados com essa situação, os alunos procuraram o Ministério Público, que ingressou com um pedido de abertura de ação civil pública contra a entidade. A Justiça atendeu ao pedido da promotoria e em decisão liminar determinou que a instituição volte a dar o desconto combinado com os alunos.
Procurado, o grupo Uniesp informou inicialmente por e-mail assinado pelo assessor de comunicação Marco Piva, que o caso já estava superado e que o próprio promotor do caso teria pedido à juíza que revogasse a decisão liminar e arquivasse o pedido de abertura da ação. Essa informação foi contestada pelo promotor André Felício, que não quis dar entrevista.
Questionada novamente, a instituição encaminhou uma segunda nota. Nela, o sócio sênior do grupo de ensino Uniesp, Renato Takeshi Hirata, afirmou que não irá aplicar o reajuste das mensalidades e vai manter os valores anteriores. Ainda segundo o representante do grupo, a escola irá contestar a ação civil pública no prazo previsto pela lei.

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