Casos passaram de oito para 15 no ano passado, de acordo com o Programa DST/AIDS da cidade; média nacional diminuiu 40% nos últimos 15 anos
Uma pesquisa da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) mostra que o número de mortes por AIDS caiu 40% no país nos últimos 15 anos, diminuindo de 7.739, em 1995, para 3.141, em 2010. Porém, em Presidente Prudente o registro de mortes quase dobrou em 2011 comparado ao ano retrasado, passando de oito para 15, segundo o Programa DST/AIDS da cidade.
De acordo com o coordenador do Programa DST/AIDS, Jefferson Antônio Faviolo, que atende 45 municípios da região de Prudente, os dados são preocupantes.
“Nesses números que aumentaram, nós temos as subnotificações que são casos que faleceram em 2010, embora só foram notificados ao programa em 2011. Nós temos aqueles pacientes que tardiamente procuram o serviço e vem a falecer não decorrente do HIV, mas de doenças oportunistas, embora seja notificadas como HIV”, diferencia o coordenador.
Há 14 anos uma mulher, que prefere não ser identificada, convive com o HIV. “[A morte] foi a primeira coisa que veio na minha cabeça: eu vou morrer. Foi um choque”, fala.
Mas uma novidade daquela época transformou essa forma de pensar. Ela fez parte de um período de mudança no tratamento da doença. Os medicamentos antirretrovirais começavam a ser distribuídos e a modificar o destino de quem era soropositivo.
Com a evolução da indústria farmacêutica, o número de medicações aumentou, a eficiência foi ampliada e os efeitos colaterais diminuíram.
“As pessoas que convivem com o HIV e com a AIDS têm acesso ao tratamento, esse foi o fator principal que determinou essa redução de mortalidade tão expressiva”, relata o médico infectologista Paulo Eduardo de Mesquita.
De acordo com ele, além dos medicamentos, a política pública também foi fundamental nessa mudança. “O governo brasileiro, já nos últimos 20 anos, tem trabalhado em campanhas educativas para a promoção de sexo seguro, para a distribuição de preservativos. Isso também contribuiu bastante para essa queda”, complementa o médico.
Para quem está disposto a viver com o tratamento, a perspectiva é positiva. “Eu quero viver todo o tempo que me for possível. Faço meu trabalho, tenho meus amigos e uma vida normal. Hoje não tenho medo de morrer”, conta a mulher.
Um teste rápido de AIDS pode ser feito no Centro de Testagem e Aconselhamento do Programa DST/AIDS, que fica na Avenida Coronel José Soares Marcondes, 2.357, na Vila Euclides, em Prudente. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.
Um teste rápido de AIDS pode ser feito no Centro de Testagem e Aconselhamento do Programa DST/AIDS, que fica na Avenida Coronel José Soares Marcondes, 2.357, na Vila Euclides, em Prudente. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

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