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quarta-feira, 10 de abril de 2019

Marcelo Piloto deve ser processado no Brasil por matar paraguaia dentro de penitenciária no país vizinho

De acordo com o Ministério Público do Paraguai, documentos com evidências do crime cometido em novembro de 2018 foram enviados para o Ministério da Justiça do Brasil.


O Ministério Público do Paraguai enviou nesta segunda-feira (8) para o Ministério da Justiça do Brasil, documentos do processo que incriminam Marcelo Pinheiro Veiga, conhecido como Marcelo Piloto, acusado de matar a jovem Lidia Meza Burgos, de 18 anos dentro da penitenciária em que cumpria pena no país vizinho, em novembro do ano passado.
Imagens exclusivas mostram Marcelo Piloto em audiência no Paraguai e na chegada ao Brasil — Foto: Reprodução/TV GloboImagens exclusivas mostram Marcelo Piloto em audiência no Paraguai e na chegada ao Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo
Imagens exclusivas mostram Marcelo Piloto em audiência no Paraguai e na chegada ao Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo
De acordo com o promotor do Ministério Público do Paraguai, Manuel Doldán, foram enviadas à Justiça brasileira, todas as evidências coletadas por atos de investigação que incriminam Piloto como o responsável pelo homicídio. À época, o crime foi considerado pelo MP paraguaio como uma "atitude extrema" do narcotraficante na intenção de evitar sua extradição para o Brasil. Ele foi expulso do Paraguai dois dias após assassinar a jovem.
Segundo o promotor, o processo de transferência foi executado no âmbito das disposições dos Tratados Internacionais de Cooperação para que, apesar de cometido no país vizinho, Piloto seja processado por este crime no Brasil.
Lidia Meza Burgos, assassinada por Marcelo Piloto dentro da cela onde estava preso, no Paraguai — Foto: Polícia Civil do Paraguai/DivulgaçãoLidia Meza Burgos, assassinada por Marcelo Piloto dentro da cela onde estava preso, no Paraguai — Foto: Polícia Civil do Paraguai/Divulgação
Lidia Meza Burgos, assassinada por Marcelo Piloto dentro da cela onde estava preso, no Paraguai — Foto: Polícia Civil do Paraguai/Divulgação
G1 entrou em contato com o Ministério da Justiça para apurar a sequência do trâmite, mas até a publicação desta reportagem, a solicitação de nota não foi respondida.

Entenda o caso

Marcelo Piloto matou Ligia Burgos usando uma faca de mesa, dentro de sua cela no presídio em Asunción, Paraguai. — Foto: Polícia Civil do Paraguai/DivulgaçãoMarcelo Piloto matou Ligia Burgos usando uma faca de mesa, dentro de sua cela no presídio em Asunción, Paraguai. — Foto: Polícia Civil do Paraguai/Divulgação
Marcelo Piloto matou Ligia Burgos usando uma faca de mesa, dentro de sua cela no presídio em Asunción, Paraguai. — Foto: Polícia Civil do Paraguai/Divulgação
Lidia ficou 40 minutos na cela em companhia do narcotraficante. O corpo foi encontrado por um guarda da penitenciária na cela de Piloto com 16 perfurações.
O narcotraficante Marcelo Piloto possui extensa ficha criminal, que inclui crimes de homicídio, tráfico e associação para o tráfico, latrocínio e roubos. Ele estava escondido há anos no Paraguai, de onde enviava armas, drogas e munição para abastecer as favelas dominadas pela maior facção criminosa do Rio de Janeiro.
Segundo a polícia, Piloto chefiava o tráfico de drogas nas comunidades Mandela I, II e III, no conjunto de favelas de Manguinhos. Ele faz parte do grupo de dez traficantes acusados de participar do resgate de Diogo de Souza Feitoza, o DG, de 29 anos, da 25ª DP (Engenho Novo), dia 03 de julho de 2012. Ao todo, ele já tem mais de 25 anos de pena a cumprir.

Ele foi preso em dezembro de 2017 no Paraguai, como resultado de um trabalho integrado entre a Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado Segurança do Rio de Janeiro, a representação da Polícia Federal no Paraguai, Agência Antidrogas e Policia Nacional Paraguaia, além da agência antidrogas americana (DEA).
extradição de Piloto foi autorizada em 30 de setembro do ano passado. Pouco mais de um mês e meio depois, ele cometeu o crime na penitenciária, de acordo com o promotor do Paraguai Hugo Volpe, em uma tentativa de evitar sua extradição. Dois dias após o assassinato da jovem, o presidente Benítez autorizou a expulsão de Piloto do Paraguai. Ele foi enviado em 19 de novembro de 2018 à penitenciária federal de Catanduvas, no Paraná.

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