Jovem prestou depoimento e disse que pai é quem dirigia carro em MS. Delegada diz que vai intimar novas testemunhas nos próximos dias.
A estudante de medicina, João Pedro da Silva Miranda Jorge, de 23 anos, prestou novo depoimento e negou que estivesse dirigindo o carro, quando ocorreu uma colisão no início deste ano. Meses depois, o jovem conduzia uma caminhonete e houve um novo acidente, sendo que ele bateu na lateral do carro da advogada Carolina Albuquerque Machado. Ela morreu na hora e o filho de 3 anos ficou ferido.
"Ele negou que estivesse dirigindo e disse novamente que estava com o pai. Neste caso, do dia 21 de janeiro, o acidente ocorreu em um cruzamento na avenida Euler de Azevedo, perto de um supermercado. O estudante fala que o pai passou mal e foi até o mercado, quando ele permaneceu ali aguardando socorro", afirmou ao G1 a delegada Christiane Grossi, responsável pelas investigações.
Conforme a delegada, o suspeito alega que esteve o tempo todo no banco do passageiro. No entanto, as vítimas envolvidas neste acidente o apontam como motorista e inclusive mostram fotos do acidente, em que João Pedro está próximo a caminhonete dele. Questionado pela 1ª vez, ele disse que houve apenas danos materiais neste acidente. "Agora vamos intimar o bombeiro que prestou atendimento na época e também novas testemunhas", comentou Grossi.
Se confirmado a responsabilidade da direção, o pai do jovem e ele podem responder por fraude processual. O estudante já responde por outros quatro crimes: homicídio doloso, lesão corporal, evasão do local do acidente e omissão de socorro.
Descoberta
Ainda conforme a polícia, no início do mês anterior, a nova descoberta foi encaminhada a 3ª Delegacia de Polícia. A investigação constatou que as vítimas, do primeiro acidente, registraram um boletim por evasão. A autoria, porém, foi apontada por um funcionário público de 63 anos, que seria pai do suspeito.
Se os fatos confirmarem, a polícia acredita ser este um “agravante gravíssimo” para o estudante. “Realmente pode ser algo que o comprometa bastante na Justiça. Temos o documento do boletim de trânsito. Se o fato se confirmar, o suspeito será indiciado por mais este crime”, avaliou recentemente o delegado.
A pena por fraude processual varia de três meses a dois anos de detenção. E, ainda pode ser dobrada, em casos de evasão do local de acidente, de acordo com o artigo 347 do Código Penal. O jovem já responde por homicídio doloso, omissão de socorro, lesão corporal e evasão do local do acidente.
Entenda o caso
O acidente que iniciou toda a investigação aconteceu no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Doutor Paulo Machado. Carolina Albuquerque, de 24 anos, estava com o filho de 3 anos, quando o carro foi atingido pela caminhonete que era dirigida pelo estudante. Segundo a perícia, o motorista, que fugiu do local após o acidente, estava em alta velocidade e testemunhas disseram que ele apresentava sinais de embriaguez.
Carolina morreu enquanto recebia atendimento médico. O filho da advogada, que estava no carro, teve alta na Santa Casa da capital sul-mato-grossense. Ele fraturou a clavícula, mas, segundo a família, os médicos também identificaram que a criança machucou duas costelas. O menino está aos cuidados da avó materna. O suspeito se apresentou no dia 4 de novembro.

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