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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Paolla Oliveira usa marmita saudável para evitar a 'fúria da fome': 'Coisa gostosa não entra'

Nos bastidores do 'Domingão do Faustão', atriz fala sobre sensualidade e comemora indicação na categoria Atriz de Série no prêmio 'Melhores do Ano'

Sabe aquela vontade que dá no meio da tarde de comer um pacote de biscoito? Paolla Oliveira, que recentemente foi jurada do Dança dos Famosos, tem uma tática para evitar o que ela chama de “fúria da fome’: a marmita. “Tudo começou porque a gente fica muito tempo esperando e no Projac dá aquela fominha, então a marmita se transformou em ter comida em todos os lugares. Uma barrinha de cereal ou uma coisa bacana para comer na hora do desespero. É para evitar a fúria, na verdade”, brincou ela durante os bastidores do Domingão do Faustão.
Descontrolada, Melissa invade a Beraldini (Foto: Inácio Moraes/Gshow)
Paolla Oliveira vive Melissa em 'Além do Tempo'
(Foto: Inácio Moraes/Gshow)
Mas, se você acha que pães e doces estão liberados na marmita da intérprete de Melissa em Além do Tempo, esqueça! “Coisa gostosa não entra, só coisa 'médio' gostosa”, avisa Paolla. Ela explica que o que vale é escolher um cardápio saudável e separar um monte de opções na bolsa, no carro, no trabalho para não ficar muito tempo sem comer e correr o risco de “atacar” a primeira guloseima que aparecer na frente.
paolla oliveira (Foto: Carol Caminha/Gshow)Paolla Oliveira é uma das indicadas ao 'Melhores do Ano' (Foto: Carol Caminha/Gshow)
Símbolo sexual, principalmente depois de ter vivido a garota de programa Danny Bond emFelizes Para Sempre?, quando mostrou o corpo em cenas quentes, a atriz acredita que seu maior segredo de beleza é a naturalidade: “Minha sensualidade não é óbvia. É claro, tem personagem, teve a Danny Bond, a gente faz ensaio e fica mais sensual. Mas se acham a Paolla do dia a dia sexy, não é por uma coisa óbvia. Eu sou muito natural. A sensualidade pra mim está na naturalidade”.
Na pele de Danny Bond, Paolla Oliveira chamou atenção pela boa forma (Foto: TV Globo)Na pele de Danny Bond, Paolla Oliveira chamou atenção pela boa forma (Foto: TV Globo)
E é com esse papel que ela concorre mais uma vez ao Melhores do Ano, na categoria Atriz de Série, Minissérie ou Seriado. Depois de levar para a casa o troféu de Atriz pelo papel de Paloma, de Amor à Vida, em 2013, Paolla comemora a nova indicação. “Foi tão bom da última vez, já tenho lembrança para o resto da vida. Fico muito feliz toda vez que estou aqui, pelo prêmio ou não. A Danny Bond tem me levado a lugares muito bacanas, indicações, gratidão, as pessoas curtindo, fantasia de Carvanal, só coisa boa”, celebrou.
Paolla Oliveira aposta em marmita para manter o corpão (Foto: Arquivo Pessoal)Paolla Oliveira aposta em marmita para manter o corpão (Foto: Arquivo Pessoal)
Assista ao vídeo e relembre o momento em que Paolla Oliveira levou a categoria de Atriz noMelhores do Ano 2013:

Mulher é encontrada enforcada com cinto em casa no Paraná; polícia investiga

Uma mulher foi encontrada morta enforcada com um cinto dentro da própria casa, no bairro Cancelli, em Cascavel, no Paraná, no sábado. De acordo com informações da Polícia Civil, Ingrid Lapuse Rubel, de 38 anos, teve a casa invadida por um homem, que furtou um televisor e o carro da vítima. O suspeito, identificado como Joelson Teles, de 26 anos, já foi preso.
Segundo a polícia, o homem teria invadido a casa da vítima por uma janela. Em seguida, ele cometeu o furto. Acredita-se que, depois, ele matou a mulher. Na casa, no entanto, não foram encontrados pelos agentes da perícia sinais de luta corporal. Por isso, além da hipótese de latrocínio - roubo seguido de morte -, a polícia também trabalha com a ideia de um caso de morte encomendada ou suicídio.
Joelson foi preso horas após a morte de Ingrid em posse do carro dela. O homem foi encaminhado para a 15ª Delegacia de Polícia de Cascavel, que investiga o caso. Na tarde desta segunda-feira, o ex-marido de Ingrid está sendo interrogado.



Marido de fisiculturista morta em Natal é preso em SP

Atleta foi morta por asfixia em dezembro de 2012 no Rio Grande do Norte.
Quase três anos após crime, Alexandre Furtado Paes foi preso em Ibiúna.



Quase três anos após a morte da fisiculturista paulista Fabiana Caggiano, de 36 anos, o marido dela, Alexandre Furtado Paes, de 41 anos, foi preso nesta segunda-feira (30), em Ibiúna, na Grande São Paulo. Ele estava foragido desde janeiro de 2013 e foi preso por policiais do Deic (Departamento Estadual de investigações Criminais).
Alexandre Furtado Paes era procurado pelo Justiça do Rio Grande do Norte, onde aconteceu o assassinato. A atleta morreu dia 2 de janeiro de 2013, após ficar cinco dias internada. Ela foi estrangulada pelo marido, de acordo com as investigações.
Alexandre é acusado por homicídio qualificado (motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de a vítima se defender) e também responde ao agravante de ter modificado a cena do crime.

Na época da morte, a defesa de Alexandre informou que ele negou o crime e alegou que a mulher teve um mal súbito durante o banho. Porém, exames periciais realizados no corpo da atleta indicaram que ela foi morta por asfixia mecânica (estrangulamento).

Réu

O empresário Alexandre Furtado Paes, que possui uma academia de musculação na cidade de Osasco, em São Paulo, tornou-se réu no processo no início de março de 2013, quando o juiz Ricardo Procópio, titular da 3ª Vara Criminal de Natal, acatou denúncia do Ministério Público. O viúvo teve a prisão temporária decretada em 25 de janeiro de 2013, e desde então era considerado foragido.

Relembre o caso

Segundo a versão de Alexandre Paes, na manhã de 28 de dezembro de 2013, a mulher estava tomando banho quando ela teria sofrido uma queda repentina.
O Samu foi acionado e já encontrou a paulista desacordada. No dia 2 de janeiro, no entanto, a fisiculturista morreu na UTI de um hospital particular de Natal. Familiares disseram que ela, enquanto esteve internada, permaneceu o tempo todo em coma induzido.
Em razão da suposta queda, o corpo de Fabiana foi removido para necropsia no Instituto Técnico-Científico de Polícia do RN. Laudos preliminares revelaram que a vítima havia sofrido asfixia mecânica, com características de estrangulamento.
No dia 23 de janeiro, após a conclusão dos laudos realizados pelo Itep, o delegado Frank Albuquerque confirmou que a fisioculturista fora assassinada. “As suspeitas foram confirmadas. Exames toxicológicos deram negativos. No entanto, os laudos complementares realmente apontam que Fabiana foi vítima de asfixia mecânica (estrangulamento)”, afirmou .

Romero salva Tóia da morte

Zé Maria se prepara para acabar com a vida da morena, mas acaba surpreendido pelo ex-vereador

Se depender da facção, Romero (Alexandre Nero) e Tóia (Vanessa Giácomo) estão mesmo pela bola sete. Após deixar o ex-vereador preso nas mãos de Atena (Giovanna Antonelli), Zé Maria(Tony Ramos) arrasta a ex de Juliano (Cauã Reymond) desacordada e se prepara para acabar de uma vez por todas com a vida da jovem.
Romero parte para cima de Zé Maria para salvar Tóia da mira do bandido (Foto: TV Globo)Romero parte para cima de Zé Maria para salvar Tóia da mira do bandido (Foto: TV Globo)
Tóia desperta e fica sob a mira cruel do bandido. “Acaba logo com isso. Atira, Zé! Que nem você fez com meu pai naquele ônibus! Atira!”, desafia a jovem. No momento em que ele ergue a arma, é subitamente derrubado por Romero, que chega como um herói para salvar sua amada.
Após golpes e uma briga feia, o ex-vereador e Tóia conseguem ‘apagar’ Zé Maria e seu capanga. Qual será o destino deles? Fique ligado na cena que está prevista para ir ao ar nesta segunda-feira, dia 30/11. 
Relembre os momentos em que Zé Maria descobre toda a verdade sobre Tóia!
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"Espero que tenham gostado", diz Maitê Proença, após pagar promessa

Atriz, torcedora do Botafogo, tirou a roupa ao vivo, no "Extra Ordinários". Assista ao vídeo e veja a performance de Maitê, que exibiu "tatuagem" em homenagem ao clube


Foram meses de expectativa até o "desfecho", como a própria Maitê Proença definiu ao falar sobre o grande dia em que pagou a promessa de ficar nua caso o Botafogo voltasse à Série A. A atriz cumpriu a palavra neste domingo, no "Extra Ordinários", e deixou os companheiros de programa de boca aberta. Além de tirar a roupa em dois momentos, Maitê fez uma homenagem ao clube no final, com o corpo "tatuado" com as cores do Alvinegro. A atriz garante que fez o melhor, de "peito aberto", e disse que espera ter agradado o torcedor depois de tanta espera 

- Espero que tenham gostado. Fizemos o nosso melhor. O que aconteceu foi pra valer: uma cena corrida, sem recursos e sem retoques dentro de um programa ao vivo. Foi um salto sem rede, de peito aberto, pra você se divertir. Com todo o respeito - postou, em uma rede social.

Coberta pelos companheiros de programa no momento em que se despiu, Maitê usou uma foto simbólica ao falar sobre a promessa. Na imagem, ela que aparece de pernas cruzadas, com o vestido usado no programa e salto alto. Ainda que não tenha revelado totalmente o corpo em frente às câmeras, a atriz ouviu muitos elogios em meio a algumas "broncas" de quem esperava ver um pouco mais.
- Você, como sempre, muito sensual e belíssima. Ficou no ponto certo - escreveu um dos internautas.
Maitê prometeu que ficaria "peladíssima" ainda em março, quando o Botafogo ainda iniciava a campanha na Série B do Campeonato Brasileiro. O clube cumpriu a parte dele e, além de garantir o retorno à elite, faturou o título da Série B. Antes de pagar a promessa, a atriz esteve no estádio Nilton Santos, no sábado, para entregar a faixa aos campeões
Maitê Proença paga promessa (Foto: Reprodução/SporTV)Maitê Proença cumpriu a promessa no estúdio, que teve momento de apagão (Foto: Reprodução/SporTV)

Maitê Proença; Facebook; promessa (Foto: Reprodução/SporTV)Maitê Proença tirou a roupa durante o programa de domingo (Foto: Reprodução/SporTV)

Maitê Proença paga promessa no "Extra Ordinários" (Foto: Reprodução/SporTV)Maitê Proença usou apenas um "tatuagem" para fechar programa em homenagem ao clube (Foto: Reprodução/SporTV)
Extra Ordinários promessa Maitê Proença (Foto: André Durão)Integrantes do "Extra Ordinários" brincam com Maitê antes do grande momento (Foto: André Durão)

'Hiperesportivo' de mais de R$ 6 milhões fica destruído na China

Motorista do Koenisegg Agera R estava embriagado, diz polícia.
Modelo de mais de 1 mil cv teve apenas 18 unidades fabricadas.


Um Koenigsegg Agera R ficou destruído depois de um acidente no último domingo (29) na cidade de Chongqing, na China. Segundo a agência de notícias Reuters, o "hiperesportivo" com mais de 1 mil cavalos de potência rodou e atingiu a proteção da pista.
A polícia local afirmou em sua conta oficial do Twitter que o motorista era um homem de sobrenome Liu, de 26 anos. Conforme afirma a Reuters, ele dirigia depois de beber álcool. Ninguém ficou ferido no acidente.
O Agera R possui chassis feito em fibra de carbono para reduzir o peso e garantir a segurança dos passageiros. A imprensa local afirma que foi um dos acidentes "mais caros" já registrados na China.
Apenas 18 unidades do Koenigsegg Agera R foram produzidas (Foto: REUTERS/Stringer)Apenas 18 unidades do Koenigsegg Agera R foram produzidas (Foto: REUTERS/Stringer)
O Agera R teve apenas 18 unidades produzidas entre 2011 e 2014, a um preço estimado de US$ 1,7 milhão cada um (cerca de R$ 6,35 milhões).
O "hiperesportivo" apareceu pela primeira vez no Salão de Genebra em 2011, com motor 5.0 V8 de 1.115 cavalos de potência e 122 kgfm de torque, abastecido com E85 (mistura de 85% de etanol com 15% de gasolina).
No ano seguinte, ele ganhou um "upgrade" para 1.140 cavalos. Nesta versão, o Agera R acelera de 0 a 100 km/h em apenas 2,9 segundos e atinge velocidade máxima de 440 km/h, de acordo com dados da fabricante sueca.
Koeningsegg Agera R (Foto: Valentin Flauraud/Reuters)Koenigsegg Agera R no Salão de Genebra em 2012 (Foto: Valentin Flauraud/Reuters)

Brasileira ganha promoção do Airbnb e passa noite na Vila do Chaves

Ela também comeu sanduíche de presunto e 'chorou' como Quico.
Morte de Roberto Bolaños, criador de 'Chaves' e 'Chapolin', faz um ano.


Uma semana antes de a morte de Roberto Gomez Bolaños (1929-2014), criador de “Chaves” e “Chapolin”, completar um ano neste sábado (28), uma brasileira conseguiu não só visitar a Vila do Chaves mas também passar uma noite no local onde o personagem contracenava com Seu Madruga, Quico e Chiquinha.
A sortuda foi a tradutora Luciana Yonekawa, de 29 anos. “Não fica com inveja. Eu estava tentando desfrutar e fazer foto pra todo mundo curtir junto”, brinca, em conversa com o G1.
Ganhadora de uma promoção da plataforma de hospedagem online Airbnb, ela passou com o namorado a noite do dia 21 de novembro na vila, comeu pratos típicos da série e até viu objetos pessoais de Bolaños.
“Entrar no barril foi a primeira coisa que eu fiz.” Nenhum dos atores estava lá, mas ela foi recebida por Fernando Gomez Fernandes, filho de Bolaño.
A emoção começou aí. “Como é que você fala para uma pessoa, um ano depois da morte do pai, sobre a importância do pai dela? Quão importante foi o pai dele para crianças do Brasil? E não é porque falta produto cultural no Brasil. A ‘Turma da Mônica’ é algo que poucos países têm. O Chespirito [apelido de Bolaños] chegou forte aqui e fez parte da infância de muita gente.”
A presença do escritor é tão grande no país que Luciana foi incentivada pelos amigos brasileiros a concorrer. A promoção era reservada a moradores do México, país onde a tradutora vive há três anos.
E o Quico?
“Quando eu vim morar no México, todas as piadas por eu estar morando aqui tinham a ver com o chaves. Os meus amigos sempre perguntam se eu iria casar em Acapulco, porque o Chaves passava as férias lá”, conta. “O ator que faz o Quico morava em Querétaro. Sempre perguntam se eu já tinha visto o Quico na rua.”

“Perguntavam se eu estava tomando suco de tamarindo.” Se não havia provado a bebida até então, Luciana e o namorado a degustaram durante a noite em que passaram na vila. No cardápio, outros pratos que fariam Chaves e Chapolin salivarem: sanduíche de presunto e água de Jamaica. “Deram dois sanduíches, que nem o Chaves queria. Lembra que ele dizia que se tivesse dinheiro iria comprar dois?”
Pela manhã, churros de chocolate quente. Seguindo os mandamentos do menino da vila, ela dividiu a comida. “Lembra que o Chaves falava, 'Quem come e não oferece nada acaba com a barriga inchada'?"
Pedalando como Chiquinha
A visita não se resumiu à degustação gastronômica. Luciana passeou pela vila e aproveitou para tirar fotos encenando gestos característicos de personagens. Em uma parede com tijolos à mostra, chorou como Quico. Bateu na porta do Seu Madruga, como fazia Dona Florinda. Andou de triciclo como Chiquinha.

Até entrou no barril do Chaves, mas era uma réplica. “Tinha um biboquê lá dentro. No original, que está em um museu, não deixaram eu entrar. Já imaginaram que eu era muito estabanada”, brinca.
O museu a que ela se refere é o que a Fundação Chespirito, liderada por Fernandes, está montando. Ela pôde ver alguns itens que farão parte dele, como a máquina de escrever usada por Bolaños para escrever os episódios de “Chaves” e “Chapolin”, e alguns dos roteiros originais.
“Entrando lá eu tentei me divertir o máximo. A vila está igualzinha.”
A brasileira Luciana Yonekawa, de 29 anos, na Vila do Chaves. (Foto: Arquivo Pessoal/Luciana Yonekawa)A brasileira Luciana Yonekawa, de 29 anos, na Vila do Chaves. (Foto: Arquivo Pessoal/Luciana Yonekawa)
A brasileira Luciana Yonekawa, de 29 anos, e o namorado, na Vila do Chaves. (Foto: Arquivo Pessoal/Luciana Yonekawa)A brasileira Luciana Yonekawa, de 29 anos, e o namorado, na Vila do Chaves. (Foto: Arquivo Pessoal/Luciana Yonekawa)

Assassinados por PMs em Costa Barros são velados no Rio

Policiais atiraram 50 vezes contra carro de jovens no domingo (29).
'Ele praticamente só estudava', diz parente de uma das vítimas.


Dois dos cinco jovens mortos por quatro Pms do 41º BPM (Irajá) na noite de sábado (28) foram velados no início da tarde desta segunda-feira (30) na capela Santo Cristo, do cemitério de Irajá, na Zona Norte do Rio. O enterro dos cinco amigos estava marcado para as 16h desta segunda.
Amigos levaram para o cemitério camisas em homenagens aos mortos. Além disso, amigos fizeram um protesto em homenagem aos jovens. Eles levaram uma bandeira do Brasil com o nome e a idade de cada um dos mortos."Esses furos são para cada um dos tiros que foram disparados", disse Antonio Carlos Costa, presidente da ONG.
A ação foi classificada como "homicida e indefensável" pelo secretário de Segurança, José Mariano Beltrame.
Amigos levam bandeira do Brasil e fazem protesto no velório (Foto: Henrique Coelho/ G1)Amigos levam bandeira do Brasil e fazem protesto no velório (Foto: Henrique Coelho/ G1)
Wesley Castro Rodrigues, de 25 anos, e Wilton Esteves Domingos Júnior, de 20, foram alvejados por cinquenta tiros quando voltavam para casa, na favela da Lagartixa, no Conjunto de favelas da Pedreira, no subúrbio do Rio. As famílias de ambos, que eram irmãos de criação, estavam muito emocionadas. No carro, também estavam os amigos Roberto Silva de Souza e Carlos Eduardo Silva de Souza, de 16 anos, Cleiton Correa de Souza, 18 anos.
Wilton foi velado na manhã desta segunda (30) (Foto: Reprodução/TV Globo)
Wilton foi velado na manhã desta segunda (30)
(Foto: Reprodução/TV Globo)
A família conta que Wilton ia se formar no início de dezembro em um curso de contabilidade e administração, e tinha acabado de comprar uma moto. "Ele era um garoto sério, não tinha nada a ver com nada relacionado à crime, tráfico, nada", disse uma tia de Wilton, que relatou medo de ameaças de policiais: "Eles tanto podem ficar presos como não ficarem. Temos medo de virem cobrar sim. Era para trazerem segurança, mas não acontece", afirma ela.
Uma prima de Wilton que não quis se identificar por questões de segurança diz que ele era muito dedicado. "Na noite do acontecido, vi as fotos dele no Parque Madureira. Ele quase não saía, fiquei feliz de ver ele se divertindo, ele praticamente só estudava", disse.
A mãe dele, Márcia Ferreira de Oliveira, viu os policiais tentando forjar a cena do crime usando uma arma de brinquedo. "Podia vistoriar tudo que eles não iriam encontrar nada. Eu cheguei e um PM disse: 'Eu vou atirar, eu vou atirar'. Eu vi ele se mexendo, pedi socorro", lamenta a mãe de Wilton.
No carro, também estavam com Wilton os amigos Roberto Silva de Souza e Carlos Eduardo Silva de Souza, de 16 anos, Cleiton Correa de Souza, 18 anos, e Wesley Castro Rodrigues, 25 anos. A família confirmou que Wesley, parente de Wilton e que estava no carro, já tinha tido uma passagem pela policia. Ele será velado na mesma capela, por volta das 14h. Todos os amigos moravam no Morro da Lagartixa, no complexo da Pedreira, no subúrbio do Rio.
Segundo testemunhas que estavam no local, uma van e uma moto também foram atingidas pelos tiros dos policiais.
Os PMs do 41º BPM foram presos em flagrante após depoimento ao delegado da 39ª DP (Pavuna), que investiga o caso. O comandante do batalhão foi exonerado. Eles responderão perante as Justiças comum e Militar. Três deles responderão por homicídio doloso e fraude processual e um deles por fraude processual.
Bisavó de vítima chora durante velório (Foto: Henrique Coelho/G1)
Bisavó de vítima chora durante velório
(Foto: Henrique Coelho/G1)
'Filhos de chocadeira'
A bisavó de Wilton, uma das mais emocionadas durante o velório, estava indignada com a morte dos jovens. "Eu acho que esses quatro [policiais] foram gerados não por uma mãe, mas por uma chocadeira", disparou a bisavó de Wilton.

Ela lembra que Wilton conseguiu comprar uma moto com o dinheiro guardado em uma lata de leite em pó. "A família inteirou o resto do valor", lembra.
Wesley, que também estava no carro, era irmão de criação de Wilton, e a senhora só o conheceu no dia 20 de novembro. "Ele me disse que ia me apresentar a filha dele, minha tataraneta, mas não deu tempo", lamenta. A mãe de Wesley diz que quer justiça: "Nenhuma mãe merece passar pelo que eu estou passando. Ver meu filho único, que eu criei sozinha, e ver ele com o rosto todo deformado, cheio de massa, porque acabaram com o rosto dele", disse Rosileia Castro de Andrade, emocionada.
"Ele queria trabalhar, ser um grande homem, pegar o diploma dele. Era um exemplo para a família, queria comprar uma casa para a família. Ia começar o estágio, mas não deu tempo", contou, emocionada, a tia do jovem, Debora Esteves, de 32 anos, supervisora de loja.
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Parentes e amigos comparecem ao velório dos cinco rapazes assassinados pela PM do Rio, na tarde do último domingo (29), no Cemitério de Irajá (Foto: Coelho/Framephoto/Estadão Conteúdo)Parentes e amigos comparecem ao velório dos cinco rapazes assassinados pela PM do Rio, na tarde do último domingo (29), no Cemitério de Irajá (Foto: Coelho/Framephoto/Estadão Conteúdo)

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