Também nesta quinta-feira (9), a Secretaria Municipal de Saúde divulgou mais 63 registros da doença na cidade, o que fez o total de 2019 subir para 704.
A Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM) confirmou nesta quinta-feira (9) a primeira morte decorrente de dengue registrada em 2019 em Presidente Prudente. A vítima foi uma mulher, de 49 anos, moradora do Parque Alvorada.
Segundo a supervisora do órgão, Elaine Bertacco, a paciente apresentou os primeiros sintomas no dia 30 de abril e faleceu na madrugada da terça-feira (7).
De acordo com a VEM, a cidade de Presidente Prudente contabiliza 36 mortes por dengue com a confirmação feita nesta quinta-feira (9). Os demais foram confirmados em 2016, com 28 registros; 2015, com quatro; 2014, 2013 e 2006, com um óbito em cada ano.
Também nesta quinta-feira (9), a Secretaria Municipal de Saúde confirmou mais 63 casos de dengue na cidade.
Com as novas catalogações, Presidente Prudente contabiliza 704 registros da doença em 2019, sendo 688 autóctones, ou seja, contraídos no município, e outros 16 importados, vindos de outras localidades.
Além disso, o órgão informou que há 1.255 notificações.
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O Parque Alvorada integra a área 4 da cidade, assim como outros bairros, como a Vila Furquim, os jardins Itapura 1 e 2, o Jardim Sumaré, o Residencial Itapuã, o Jardim Brasília, o Jardim Planalto e o Jardim Santa Mônica, entre outros. Esta é a área que concentra a maior incidência de casos. Entretanto, o órgão pontuou que os registros positivos estão espalhados por toda a cidade.
“O Parque Alvorada é um bairro onde já realizamos o BCC [Bloqueio de Controle de Criadouros] e a nebulização costal, pois é um bairro que tinha outros casos da doença. A paciente já teve dengue e contraiu novamente, o que aumenta ainda mais a gravidade do caso”, salientou.
A supervisora da VEM lembrou que há dois sorotipos da dengue circulando em Presidente Prudente, o 1 e o 2.
“Não podemos deixar o Aedes [aegypti, vetor da dengue] nascer, precisamos eliminar todos possíveis criadouros”, disse, acrescentando que a orientação ao paciente, diante dos primeiros sinais e sintomas da doença, é para procurar assistência médica.
“Não usem medicamento por conta própria. Pedimos também que passem o endereço correto no atendimento, pois muitas vezes vamos realizar o trabalho de campo [mediante a notificação emitida durante o atendimento médico] e o endereço não está correto”, acrescentou.
A VEM ainda comunicou que um caminhão voltará a recolher recipientes que possam servir de criadouros do mosquito pelas ruas da área 4, iniciando pelo Parque Alvorada.
“Pedimos aos munícipes que descartem todos os materiais que possam acumular água e servir como criadouro do Aedes. Em relação a móveis velhos, a Prudenco [Companhia Prudentina de Desenvolvimento] já realiza esse recolhimento, não é o objetivo da vigilância recolher esse tipo de material”, concluiu.

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