Yanna Lavigne é solar. Do tipo que contagia qualquer ambiente com seu jeito calmo e doce de falar. Intérprete da vilã Laura de O Sétimo Guardião, a atriz de 29 anos, mãe da fofíssima Madalena, de 1 ano e 11 meses, do casamento com o ator Bruno Gissoni, de 32, é tão simples e "gente como a gente" que carrega até sua garrafa d’água para cima e para baixo. “Sabe onde tem um bebedouro aqui? Queria encher minha garrafinha!”, pede ela, com um sorrisão no rosto, ao chegar de jeans e camiseta branca para o ensaio de fotos de QUEM no Jockey Club Brasileiro, na Gávea, Zona Sul do Rio.
Na TV Globo desde 2011, quando fez uma pequena participação na 18ª temporada de Malhação (trama protagonizada por Bruno Gissoni), Yanna cresceu cercada pelo amor e apoio da irmã, a psicóloga Adriana Lavigne, de 28 anos, e dos pais, a terapeuta holística baiana Lúcia Lavigne, de 58, e o engenheiro Paulo Inagaki, de 62. Criada entre São Paulo e Porto Alegre por causa do trabalho do pai, Yanna foi morar no Japão aos 15 anos com a família. “Aos 16 anos, surgiu a oportunidade de ser modelo lá. Quando fiz 18 e meus pais já estavam pensando em voltar para o Brasil, me mudei para Tóquio para morar sozinha e continuar na profissão. E me mantive lá como modelo”, lembra.
Na TV Globo desde 2011, quando fez uma pequena participação na 18ª temporada de Malhação (trama protagonizada por Bruno Gissoni), Yanna cresceu cercada pelo amor e apoio da irmã, a psicóloga Adriana Lavigne, de 28 anos, e dos pais, a terapeuta holística baiana Lúcia Lavigne, de 58, e o engenheiro Paulo Inagaki, de 62. Criada entre São Paulo e Porto Alegre por causa do trabalho do pai, Yanna foi morar no Japão aos 15 anos com a família. “Aos 16 anos, surgiu a oportunidade de ser modelo lá. Quando fiz 18 e meus pais já estavam pensando em voltar para o Brasil, me mudei para Tóquio para morar sozinha e continuar na profissão. E me mantive lá como modelo”, lembra.
No Japão, além de modelar, Yanna cursou administração, turismo e direito à distância. E juntou dinheiro para realizar seu objetivo de vida: estudar teatro quando voltasse ao Brasil. “Comecei a pesquisar em quais cursos de interpretação ingressaria primeiro”, diz ela, que, chegando a São Paulo, se matriculou nos cursos Macunaíma e Globe, mas também procurou uma agência de publicidade a fim de fazer trabalhos como modelo e se sustentar. Foi por meio dessa agência que Yanna foi convidada para fazer um teste para a TV e sua vida mudou. “A vida me levou a lugares que me fizeram alcançar o que vivo hoje. Ao mesmo tempo que tive muita determinação, entendo que tive muita sorte de conhecer as pessoas certas no momento propício. Existiu esse caminho muito bonito da minha vida”, conta.
Uma vez na TV Globo, Yanna engatou um papel atrás do outro. Ela só deu uma pausa durante a gravidez de Madalena. “A Laura de O Sétimo Guardião é a primeira personagem com a qual estou lidando com a minha insegurança. Isso é muito curioso. Porque fiquei dois anos parada, me descobri mãe, descobri outros tipos de mulheres que vivem dentro de mim”, explica ela, falando sobre a chegada da filha. “A Madalena não foi planejada, mas foi muito esperada. Então foi uma surpresa para todo mundo. E a minha transformação como pessoa, como mulher, meu entendimento de vida, de relação, foi a melhor surpresa da minha vida, sem dúvida”.
Apaixonada pela maternidade, Yanna tem vontade de aumentar a família, mas não agora. “O Bruno quer um irmãozinho ou irmãzinha para a Madá para ontem (risos). Mas como é minha primeira novela depois da gestação, quero voltar com tudo no trabalho, ter outras possibilidades de personagens, emburacar mesmo, retomar a profissão. E quando entender que posso me distanciar novamente teremos outro porque morro de vontade de ter mais filhos. Tenho vontade de ter mais dois ou três”, dispara.
Uma vez na TV Globo, Yanna engatou um papel atrás do outro. Ela só deu uma pausa durante a gravidez de Madalena. “A Laura de O Sétimo Guardião é a primeira personagem com a qual estou lidando com a minha insegurança. Isso é muito curioso. Porque fiquei dois anos parada, me descobri mãe, descobri outros tipos de mulheres que vivem dentro de mim”, explica ela, falando sobre a chegada da filha. “A Madalena não foi planejada, mas foi muito esperada. Então foi uma surpresa para todo mundo. E a minha transformação como pessoa, como mulher, meu entendimento de vida, de relação, foi a melhor surpresa da minha vida, sem dúvida”.
Apaixonada pela maternidade, Yanna tem vontade de aumentar a família, mas não agora. “O Bruno quer um irmãozinho ou irmãzinha para a Madá para ontem (risos). Mas como é minha primeira novela depois da gestação, quero voltar com tudo no trabalho, ter outras possibilidades de personagens, emburacar mesmo, retomar a profissão. E quando entender que posso me distanciar novamente teremos outro porque morro de vontade de ter mais filhos. Tenho vontade de ter mais dois ou três”, dispara.


Que lembranças você tem da infância?
Nasci em São Paulo e, quando ainda era bebê, meus pais se mudaram para Porto Alegre. Fui criada em Porto Alegre na infância e na pré-adolescência em Canoas, que é bem do ladinho. Minha mãe (Lúcia Lavigne) é terapeuta holística e meu pai (Paulo Inagaki) engenheiro. Na época ele ficava na ponte aérea SP-POA por conta do trabalho. Então nossa família se mudou muito de um Estado para o outro. Ficávamos entre São Paulo e Porto Alegre. Mas a memória que tenho da minha infância é a vida em Porto Alegre e as férias em São Paulo com a família. Lembro de São Paulo brevemente, mais dos momentos familiares: jantar, almoço. E em Porto Alegre lembro da minha infância tomando chimarrão no parque, viajando para o litoral gaúcho no verão e para Gramado e Bento Gonçalves no inverno.
Onde moram suas famílias materna e paterna?
Minha mãe nasceu na Bahia. Meus avós e meus tios são todos baianos. Mas ela foi para São Paulo aos nove anos de idade, então é uma baiana meio paulistana (risos). Sempre ouvi “oxente”, “mainha”. A família do meu pai também mora em São Paulo. Meus avós – que eram japoneses – vieram para o Brasil e ficaram no Paraná. Os irmãos mais velhos do meu pai são paranaenses, mas ele, que é o homem mais novo, já nasceu em São Paulo. Meu avô é de Nagano, mais ao norte do Japão, e a minha avó de Okinawa, que parece uma ilha caribenha.
Qual é a sua relação com o Japão?
Fui morar lá com 15 anos por conta dos meus pais, que foram para lá a trabalho. Minha irmã e eu terminamos o Ensino Médio no Japão, em uma escola para brasileiros, que é reconhecida pelo MEC (Ministério da Educação). O intuito era ficar com a minha família e concluir a escola. Só que, aos 16 anos, surgiu a oportunidade de ser modelo. Quando fiz 18 e meus pais já estavam pensando em voltar para o Brasil, me mudei para Tóquio para morar sozinha e continuar na profissão. E me mantive lá como modelo. Tinha um contrato numa agência japonesa até os meus 23 anos. Trabalhava bastante, gostava muito do que fazia, a minha interação era totalmente com os japoneses.
Como se comunicava com eles?
Cheguei arranhando o inglês, mas na agência pedi: “falem comigo e me mandem e-mail em japonês porque preciso aprender a língua senão só vou ficar falando inglês”. E foi um momento muito rico da minha vida. Na adolescência, aprendi a lidar com obrigações e responsabilidade em outra cultura. Morava numa quitinete de 18 metros quarados. Era um quarto com janela e uma varanda micro. Dentro dele tinha um armário embutido muito pequenininho e um frigobar. Em cima do frigobar tinha uma pia e uma boca de fogão elétrico. Na entrada do apartamento tinha outro armário embutido com uma máquina de lavar pequenininha.
Nasci em São Paulo e, quando ainda era bebê, meus pais se mudaram para Porto Alegre. Fui criada em Porto Alegre na infância e na pré-adolescência em Canoas, que é bem do ladinho. Minha mãe (Lúcia Lavigne) é terapeuta holística e meu pai (Paulo Inagaki) engenheiro. Na época ele ficava na ponte aérea SP-POA por conta do trabalho. Então nossa família se mudou muito de um Estado para o outro. Ficávamos entre São Paulo e Porto Alegre. Mas a memória que tenho da minha infância é a vida em Porto Alegre e as férias em São Paulo com a família. Lembro de São Paulo brevemente, mais dos momentos familiares: jantar, almoço. E em Porto Alegre lembro da minha infância tomando chimarrão no parque, viajando para o litoral gaúcho no verão e para Gramado e Bento Gonçalves no inverno.
Onde moram suas famílias materna e paterna?
Minha mãe nasceu na Bahia. Meus avós e meus tios são todos baianos. Mas ela foi para São Paulo aos nove anos de idade, então é uma baiana meio paulistana (risos). Sempre ouvi “oxente”, “mainha”. A família do meu pai também mora em São Paulo. Meus avós – que eram japoneses – vieram para o Brasil e ficaram no Paraná. Os irmãos mais velhos do meu pai são paranaenses, mas ele, que é o homem mais novo, já nasceu em São Paulo. Meu avô é de Nagano, mais ao norte do Japão, e a minha avó de Okinawa, que parece uma ilha caribenha.
Qual é a sua relação com o Japão?
Fui morar lá com 15 anos por conta dos meus pais, que foram para lá a trabalho. Minha irmã e eu terminamos o Ensino Médio no Japão, em uma escola para brasileiros, que é reconhecida pelo MEC (Ministério da Educação). O intuito era ficar com a minha família e concluir a escola. Só que, aos 16 anos, surgiu a oportunidade de ser modelo. Quando fiz 18 e meus pais já estavam pensando em voltar para o Brasil, me mudei para Tóquio para morar sozinha e continuar na profissão. E me mantive lá como modelo. Tinha um contrato numa agência japonesa até os meus 23 anos. Trabalhava bastante, gostava muito do que fazia, a minha interação era totalmente com os japoneses.
Como se comunicava com eles?
Cheguei arranhando o inglês, mas na agência pedi: “falem comigo e me mandem e-mail em japonês porque preciso aprender a língua senão só vou ficar falando inglês”. E foi um momento muito rico da minha vida. Na adolescência, aprendi a lidar com obrigações e responsabilidade em outra cultura. Morava numa quitinete de 18 metros quarados. Era um quarto com janela e uma varanda micro. Dentro dele tinha um armário embutido muito pequenininho e um frigobar. Em cima do frigobar tinha uma pia e uma boca de fogão elétrico. Na entrada do apartamento tinha outro armário embutido com uma máquina de lavar pequenininha.

Você se sentia feliz naquela vida?
Muito! Para mim era tudo novidade: o trabalho, estar morando sozinha, cuidar de uma casa. Estava curtindo como um desafio, com encantamento. Nesse período já tinha acabado o colégio e ingressei em alguns cursos à distância. Fiz administração, turismo e direito.
Teve algum estranhamento?
Minha infância foi comendo sushi, onigiri (bolinho de arroz) e missoshiro. Mas o que mais estranhei foi comer arroz no café da manhã. Depois me adaptei e quando voltei para o Brasil senti falta (risos). Foi um momento muito especial da minha vida. Aprendi muito! Mas meu objetivo naquele momento era juntar dinheiro para estudar Artes Cênicas no Brasil. Porque sabia que meu pai não era 100% a favor e ele não tinha condições para bancar vários cursos de teatro para mim. Nunca almejei ficar no Japão muito tempo trabalhando como modelo. Então assim que cheguei ao Brasil comecei a pesquisar todos os cursos possíveis e imagináveis de interpretação.
Quando você decidiu seguir a carreira artística?
Sempre soube que queria ser atriz. Mas a vida caminhou para Japão, depois para ser modelo. Então, aos 19 anos, resolvi voltar para o Brasil. E tive que conversar com a minha agência de modelo e quebrar meu contrato. Eles foram queridos porque uma das cláusulas que permitiam quebrar o contrato sem multa era voltar para o país de origem. Até hoje falo com eles, que torcem muito por mim e ficaram muito felizes por tudo o que alcancei aqui no Brasil. A ideia deles era me lançar como cantora no Japão. Eles me colocaram até em aulas de canto. Fiz durante um ano, já sabendo que ia voltar. Mas não podia falar para eles naquele momento que não era a minha intenção. Fui deixando rolar... Quem sabe também seria um caminho trabalhar como cantora no Japão. Foi um momento da minha vida que não fechei nenhuma porta e vivi todas as experiências, o que foi ótimo. Eles ficaram tristes porque era um plano de carreira que eles tinham para mim. Mas eu tinha outro e jamais conseguiria ficar sozinha no Japão com 19 anos.



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