Incêndio levou nove horas para ser extinto e causou grandes danos ao complexo. Bombeiros e especialistas analisam estrutura da edificação e o impacto das chamas.
O procurador de Paris, Remy Heitz, afirmou nesta terça-feira (16) que acredita que o incêndio na Catedral de Notre-Dame possa ter sido ocasionado por um acidente. Nesta manhã, bombeiros e especialistas analisavam a estrutura da edificação e o impacto das chamas.
"Nós estamos priorizando a teoria de um acidente", declarou o procurador da capital francesa, que também afirmou que a investigação será longa e complexa.
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O incêndio levou nove horas para ser extinto e causou grandes danos à catedral: todo o telhado e toda a armação foram destruídos, parte da abóbada e a "flecha" (torre mais alta) caíram.
Ainda segundo o procurador, "nada aponta para um ato voluntário", conforme destacou a AFP. Ele explicou que cerca de 15 funcionários de cinco empresas que faziam obras na catedral e estiveram no local nesta segunda-feira deverão prestar depoimentos. Além disso, Heitz informou que aproximadamente 50 investigadores trabalharão no caso.
Valérie Pécresse, presidente da região de Île de France, que inclui as cidades de Paris e Versalhes, também disse que o incêndio foi um acidente. "Não foi intencional", declarou.
'15 minutos'
A destruição total da igreja foi evitada por questão de "15 minutos ou meia hora", informou o ministro do Interior da França, Laurent Nuñez.
"Cerca de 20 funcionários, que colocaram suas vidas em perigo, entraram nas duas torres para combater o incêndio de dentro e isso permitiu salvar o edifício", afirmou.
Arquitetos e especialistas da polícia e do governo detectaram “algumas vulnerabilidades” na estrutura de sustentação do telhado e na ala norte -- o que fez com que as autoridades tivessem que esvaziar cinco edifícios vizinhos de forma preventiva. No geral, a estrutura do prédio resistiu bem, segundo o ministro.
A televisão francesa divulgou imagens da destruição no interior do edifício:
Macron promete reconstrução
O presidente francês, Emmanuel Macron, prometeu "reconstruir" a catedral. "Nós vamos reconstruir essa catedral, todos juntos. Uma campanha nacional vai ser lançada, e para além das nossas fronteiras. Nós faremos um chamado aos maiores talentos, que serão muitos e virão para reconstruir nossa Notre-Dame.”
O ministro da Cultura da França, Franck Riester, afirmou que as obras danificadas pela fumaça do incêndio serão levadas para o Museu do Louvre para restauração. "Elas podem ser removidas a partir de sexta-feira e transportadas com segurança para as dependências do Louvre, onde serão restauradas."
O novo presidente da Conferência Episcopal francesa, Eric de Moulins-Beaufort, avaliou que a restauração do edifício levará "anos de obras".
Doações para a reconstrução
O magnata francês François-Henri Pinault, cuja família é proprietária de um conglomerado de marcas de luxo, anunciou que vai doar 100 milhões de euros para a restauração da catedral. Outros 200 milhões de euros foram prometidos pela família Bettencourt Meyers, sócia da L'Oreal.





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