Translate

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Em processo de revisão de patrocínios, Petrobras corta apoio a 13 projetos culturais

Lista inclui quatro dos principais festivais de cinema do país, como a Mostra de Cinema de São Paulo e o Festival de Brasília. A estatal diz que só vai honrar contratos vigentes.


Treze projetos culturais historicamente patrocinados pela Petrobras não vão receber o apoio da estatal neste ano. A lista de cortes inclui três dos principais festivais de cinema do país: a Mostra de Cinema de São Paulo, o Festival do Rio e o Anima Mundi, o maior festival de animação da América Latina. A relação está num documento enviado pela estatal aos deputados federais Áurea Carolina e Ivan Valente, do PSOL, e obtido pela reportagem da CBN. 

A Petrobras também não poupou o festival de cinema mais antigo do país: o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A empresa foi a maior patrocinadora das últimas 11 edições do evento. Só no ano passado, foram R$ 600 mil em patrocínio direto e em contratos de distribuição. O produtor cultural Henrique Rocha, diretor geral do Festival em 2017 e em 2018, diz que o corte enfraquece a produção dos eventos:

"O que eu imagino é que a gente vai ter um ano de míngua. A gente corre um risco muito grande de interromper projetos continuados, que têm uma longa tradição, que têm muita importância, que têm um público imenso e que podem, simplesmente, serem realizados ou de forma pífia ou nem serem viabilizados." 

A Petrobras também decidiu não patrocinar o tradicional Prêmio da Música Brasileira, que, no ano passado, recebeu R$ 2,5 milhões. A Casa do Choro do Rio de Janeiro e o Clube do Choro de Brasília também estão na lista. O presidente do Clube do Choro soube dos cortes pela reportagem da CBN. Reco do Bandolim afirma que ainda não sabe de onde vai vir o dinheiro para manter a instituição: 

"A gente está vivendo momentos de angústia. Se a gente não fechar com a Caixa ou se a gente ficar sem o aceno de uma outra instituição que possa estender a mão, nós estamos sem opção." 

O fim dos contratos está ligado à orientação da nova diretoria, que já mandou revisar todos os programas de patrocínio. No documento, a Petrobras diz que o estudo ainda está em fase inicial. Numa audiência na Comissão de Cultura na semana passada, o gerente de patrocínios da empresa, Diego Pila, afirmou que a estatal só vai honrar os contratos vigentes:

"A gente não está fazendo nenhuma renovação de patrocínio de cultura e esporte, em qualquer área. A gente não teve nem que ter critérios para fazer o corte, foi geral. A gente tinha lançado uma seleção pública na área de música em dezembro do ano passado e esse é o único patrocínio novo que está sendo feito, tanto para cultura, como para esporte."

No teatro, a Petrobras também cortou o patrocínio do Teatro Poeira, no Rio de Janeiro, além do Festival Porto Alegre em Cena e do Festival de Curitiba, que receberam recursos pela última vez em 2017. O corte também atingiu o Festival de Cinema de Vitória, o CineArte, na Avenida Paulista e a Sessão Vitrine, um projeto que fazia a distribuição de filmes nacionais em cinemas de 21 cidades.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Muito obrigado pelo comentário, um grande abraço da equipe Braga Show!!!

Casa Branca confirma morte de filho de Osama bin Laden

Hamza bin Laden, também era conhecido como 'príncipe-herdeiro da Jihad'. Operação que o matou aconteceu entre o Afeganistão e o P...