Translate

terça-feira, 20 de junho de 2017

Advogados de Lula dizem que fundo é verdadeiro dono do tríplex


Defesa de ex-presidente apresenta nesta terça-feira alegações finais

SÃO PAULO — Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que têm até esta terça-feira para apresentar as alegações finais na ação do tríplex antes do caso ser julgado pelo juiz Sérgio Moro, disseram nesta terça-feira que podem "apontar o real dono do imóvel". Segundo os advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins, em artigo publicado na página oficial do ex-presidente e no jornal "Folha de S.Paulo", o apartamento 164 A, do edifício Solaris, está em nome da OAS Empreendimentos S/A, mas, desde 2010, quem detém 100% dos direitos econômico-financeiros sobre o imóvel é um fundo gerido pela Caixa Econômica Federal.


“Nada vincula Lula ao imóvel, onde esteve uma única vez, em 2014, como potencial interessado em sua aquisição. Jamais teve as chaves, o uso, gozo ou disposição da propriedade”, escrevem os advogados. Segundo os dois, o caso está envolvido por uma “anomalia jurídica”, “em que a presunção de inocência é solenemente violada”.

Para os advogados de Lula, foi a defesa que investigou os fatos, destrinchando, “após diligências em vários locais do país, essa operação imobiliária executada pela construtora. O resultado afasta a hipótese da acusação”, afirmam.No artigo, eles dizem que a ação contra o ex-presidente, acusado pelo Ministério Público de receber o apartamento como vantagem indevida de contratos da OAS com a Petrobras, é “inverossímil”, e acusam Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, de produzir uma “farsa” para negociar benefícios penais com a acusação. Pinheiro disse a Moro que o apartamento estava reservado para Lula.

“Criou-se um "contexto" de "macrocorrupção" com um "comandante" como forma de amplificar o foco de corrupção apurado em 2014, mas o MPF não "seguiu o caminho do dinheiro" pela impossibilidade de provar sua tese”, dizem os advogados, que voltaram a criticar a mídia e o MP na forma com quem trataram o caso.

“Se o inquérito inicial tivesse sido conduzido de forma correta e sem verdades pré-estabelecidas, o dono do tríplex teria sido identificado na origem, evitando gastos públicos com um processo descabido, além de proteger as reputações envolvidas. Optou-se por repetir à exaustão a mentira”, salientaram.

A Caixa Econômica Federal ainda não foi localizada para comentar as alegações dos advogados de Lula, tampouco o Ministério Público Federal do Paraná, onde corre a ação.

CONTEXTO

A defesa de Lula argumenta que o apartamento é da OAS e que, além disso, foi dado em garantia a uma operação financeira feita pela empreiteira. Em 2010, a OAS Empreendimentos tomou R$ 300 milhões de um fundo da Caixa Econômica, o FI FGTS, e deu vários imóveis como garantia. Como ainda não quitou a dívida, em tese o tríplex segue compromissado com o banco.

Lula diz que, se fosse dele, a OAS não teria feito a operação. O MPF não levou em consideração o argumento e considera que o imóvel ficou em nome da OAS apenas para ocultar o verdadeiro proprietário, que seria o ex-presidente Lula.

O empresário Léo Pinheiro, dono da OAS, disse que o apartamento era de Lula e que a situação do imóvel não foi regularizada. Segundo ele, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto orientou que os valores gastos no tríplex fossem abatidos da conta corrente de propina que a empresa mantinha com o PT.

ESSES SÃO LISOS SERÁ QUE NÃO VAI EXISTIR ALGUÉM QUE PRENDA ESSE BANDIDO ?


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Muito obrigado pelo comentário, um grande abraço da equipe Braga Show!!!

Casa Branca confirma morte de filho de Osama bin Laden

Hamza bin Laden, também era conhecido como 'príncipe-herdeiro da Jihad'. Operação que o matou aconteceu entre o Afeganistão e o P...