Raposo Tavares (SP-270) ficou paralisada por cerca de 10 minutos na altura do município de Regente Feijó
Prefeitos e representantes da região de Presidente Prudente fecharam por cerca de 10 minutos a Rodovia Raposo Tavares (SP-270), em Regente Feijó, em protesto por melhores repasses de verbas federais e estaduais aos municípios. O ato ocorreu na manhã desta sexta-feira (7).
A mobilização teve início por volta das 9h e foi acompanhada pela Polícia Militar Rodoviária e pela Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart). Cerca de 100 pessoas seguravam cartazes e faixas com frases como: “Municípios pedem socorro!”.
Depois da liberação da rodovia, os manifestantes entregaram panfletos aos motoristas que seguiam no sentido interior-Capital. “A Polícia Militar Rodoviária foi comunicada com antecedência e chegamos ao local antes mesmo dos manifestantes. O ato foi tranquilo, pacífico, e estivemos aqui para dar segurança a todos”, destacou o capitão da Polícia Militar Rodoviária, Alessandro Ricardo de Oliveira.
Durante o ato, a Cart orientou os motoristas através de informes e no local sobre o bloqueio da via. Segundo a concessionária, às 10h40 o tráfego de veículos foi liberado por completo.
Reivindicações
O protesto desta sexta-feira (7) foi organizado pela União dos Municípios do Pontal do Paranapanema (Unipontal) e, segundo o presidente da entidade, Marco Rocha (PSDB), também chefe do Executivo de Regente Feijó, 45 prefeitos ligados à Unipontal, à Associação dos Municípios da Nova Auta Paulista (Amnap) e ao Consórcio Intermunicipal do Vale do Paranapanema (Civap), estiveram presentes no ato que pede, entre outros fatores, melhores repasses dos governos federal e estadual pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).
“Queremos trazer ao conhecimento da população regional as extremas dificuldades que vive o municipalismo brasileiro. Um verdadeiro estado de insolvência, quebrados, sem recurso para honrar seus compromissos primários. Nós temos certeza que esse movimento vai fazer ressonância nas autoridades que têm responsabilidade de dar uma solução para esse grave problema que enfrentamos”, destacou Marco Rocha.
Ainda de acordo com o presidente da Unipontal, as verbas recebidas dos governos federal e estadual não têm sido suficientes para cobrir despesas nos municípios. “Do bolo tributário, os municípios recebem a menor fração e a estrutura dos municípios tem crescido bastante, mais postos de saúde, escolas, creches e isso tem onerado muito as prefeituras. A fração que o município recebe não faz frente à essas despesas e o município tem acumulado déficit, prejuízos e sacrificado sobremaneira o tesouro municipal”, destacou o presidente da Unipontal.
Prefeitos
A Prefeita da Rosana, Sandra Aparecida de Souza Kasai (PSDB), também vice-presidente da Unipontal, pontua as dificuldade enfrentadas pelo município. “Rosana é um dos municípios mais distantes da capital e nós temos uma dificuldade muito grande em atrair empresas e empregos para a região. O grande gerador de emprego é o comércio e a Prefeitura e acabamos ficando com todos os ônus e não estamos conseguindo pagar as contas a contento. Estamos pedindo que a União passe a olhar com mais atenção aos municípios”, destacou a prefeita.
O prefeito de Mirante do Paranapanema, Carlos Alberto Vieira (PTB), ressaltou que o município está com as contas em dia, porém as atribuições assumidas ao longo dos anos têm preocupado a administração. “Meu município está com a situação adequada, mas o que mais está assustando é que as atribuições dos municípios estão aumentando de forma avassaladora, dentre elas o aumento do número de profissionais que temos que colocar para suprir as cargas horárias que estão sendo reduzidas. A cada dia observamos o aumento das despesas e o encolher da receita”, ressaltou Vieira.
Rosa de Lima Zakir (PPS), prefeita de Iepê, revela que o Executivo tem priorizado a folha de pagamento dos servidores e que há dívidas com fornecedores. “A situação é muito crítica. A gente está preocupado com o aumento do combustível, da energia, e estamos custando manter a saúde e os carros para transportar os pacientes. Pedimos socorro mesmo. Estamos com dívidas com fornecedores e priorizando somente a folha de pagamento”, disse Rosa.
De acordo com o presidente da Unipontal, um encontro estadual será realizado no dia 14 de novembro no município de Assis (SP), onde será elaborada uma pauta de reivindicações do movimento.








Nenhum comentário:
Postar um comentário
Muito obrigado pelo comentário, um grande abraço da equipe Braga Show!!!