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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

BC faz nova intervenção, mas dólar segue em alta

Banco Central fez leilão de dólares com compromisso de recompra. 
Na sexta, dólar subiu 2,46%; esta foi a quinta alta consecutiva.

O dólar segue operando em alta frente ao real nesta segunda-feira (19), apesar das sucessivas intervenções do Banco Central. Pela manhã, o BC fez duas intervenções via swaps (que equivalem a venda de dólares no mercado futuro), e chegou a inverter a cotação da moeda, mas ela não se sustentou.
À tarde, com o dólar passando de R$ 2,42, o BC voltou a atuar, anunciando para esta terça-feira (20) um leilão de venda de dólares com compromisso de recompra, ofertando US$ 4 bilhões.
Por volta das 16h, a cotação da moeda se sustentava, sendo vendida a R$ 2,421, com valorização de 1,02%.  
Leilão
O dólar abriu em forte alta nesta segunda-feira, chegando a R$ 2,4172 na máxima do dia, poucos minutos após o início dos negócios, praticamente ignorando o fato de o BC ter anunciado na noite de sexta-feira a rolagem de 20 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda de dólares no mercado futuro.

A autoridade monetária acabou vendendo o lote todo, com volume financeiro equivalente a US$ 986,1 milhões e, assim, já rolou 40 mil contratos dos 100.800 que vencem no início de setembro.
Mas, antes de realizar o leilão para rolagem, o BC acabou anunciando nesta manhã outra venda de swap cambial tradicional – desta vez não para rolagem. Acabou vendendo o lote integral de 40 mil contratos com vencimentos entre 1º de novembro deste ano e 1º de abril de 2014. Como consequência, a moeda anulou a alta após o resultado e passou a cair, batendo na mínima de R$ 2,3851.
"O próximo nível de resistência está em R$ 2,50. A alta deve-se ao ceticismo dos investidores com os nossos fundamentos. Fora do Brasil estão aparecendo oportunidades melhores, com Europa começando a caminhar e os Estados Unidos ganhando inércia. O dinheiro vai onde tem melhores rendimentos", afirmou à Reuters o gerente de análise da XP Investimentos, Caio Sasaki.
Na semana passada, a moeda norte-americana avançou mais de 5% ante o real. Apenas na sexta-feira, a alta foi de 2,46%, devido ao mau humor de investidores com a política econômica brasileira e após o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter dito que o câmbio mais desvalorizado beneficia a indústria brasileira.
"O mercado está um pouco delicado e o dólar subiu além da conta, está muito alto e é lógico que tem especulação. Por isso que hoje teria espaço para cair", afirmou à Reuters o superintendente de câmbio da Advanced Corretora, Reginaldo Siaca.
A alta do dólar tem sido muito mais forte no Brasil do que em relação a outras moedas. Só na semana passada, o dólar subiu 2,3% ante o peso mexicano e ganhou 0,1% em relação ao dólar australiano e ao euro.
No mercado internacional, prevalece a expectativa sobre a redução da política de estímulos feita pelo Federal Reserve, banco central norte-americano, que injeta atualmente US$ 85 bilhões ao mês nos mercados.
Com os sinais de recuperação da maior economia do mundo, o Fed – que divulga na quarta-feira a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) – também já indicou que deve começar a retirar esses estímulos, o que vai reduzir a liquidez mundial.
Último fechamento
Na sexta-feira, o dólar avançou 2,46% e fechou cotado a R$ 2,396 na venda. A alta ocorreu devido a um mau humor de investidores com a política econômica brasileira e após o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter dito que o câmbio mais desvalorizado beneficia a indústria brasileira.

 A alta do dólar tem sido muito mais forte no Brasil do que em relação a outras moedas. Só na semana passada, o dólar subiu 2,3% o peso mexicano e ganhou 0,1% em relação ao dólar australiano e ao euro.
No mercado internacional, prevalece a expectativa sobre a redução da política de estímulos feita pelo Federal Reserve, banco central norte-americano, que injeta atualmente US$ 85 bilhões ao mês nos mercados.
Com os sinais de recuperação da maior economia do mundo, o Fed --que divulga na quarta-feira a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) - também já indicou que deve começar a retirar esses estímulos, o que vai reduzir a liquidez mundial.
Diante do fator de o mercado acreditar que a moeda continuará o movimento de escalada, testando novos patamares de alta,  pesquisa Focus do BC mostrou que os economistas elevaram pela segunda semana seguida a expectativa para o dólar no final deste ano, para R$ 2,30, ante R$ 2,28 anteriormente. Para 2014, a projeção subiu a R$ 2,35, ante R$ 2,30.

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